sábado, 21 de agosto de 2010

Generalizar: Um perigo.

É, eu já tinha pensado nisso antes, coisas antigas, de uns dois anos atrás e só se confirma com o passar do tempo. Realmente, algumas pessoas insistem em achar que sabem de muita coisa. E muitas vezes não sabem. Ai ai, pobres indivíduos, indivíduos pobres (não economicamente falando). Por isso que eu digo: generalizar é um perigo. Talvez não se dêem conta das particularidades. Será que sabem o que são particularidades? Temo a resposta, talvez até risível.
Mas quem sabe essa súbita vontade de definir, esclarecer o que parece óbvio, seja a pura falta do que fazer (e também a pura falta de maturidade). E por que seria perigoso generalizar? É como andar no escuro, não se sabe para aonde está indo, mas em algum lugar chegará e nesse meio do caminho há falhas, não se anda exatamente em linha reta. E andar no escuro seria perigoso, não acham? Há obstáculos que podem até mesmo machucar. Daí faz-se o paralelo sobre generalizar. E para superar essa deturpação de generalizar, só vivendo mesmo, antes de qualquer julgamento precipitado.
Depois disso eu só peço: me poupem dos conceitos prontos, clichês estão fora de moda, nesse caso. Fica a dica ;)
Mil beijinhos :*

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pequena como a formiga. Pequena e tão fora da linha...

Pois é assim que me sinto... como uma formiga. Pequena, frágil... diminuta perto da imensidão. Imensidão imunda, hipócrita, egoísta, fútil e medíocre. Chega a doer. Por que essa dor insiste em persistir? O que devo fazer para que essa dor que me aflige possa movimentar-se tão rápido quanto o vento furioso antes de uma grande tempestade? Eu só queria poder sentir mais o sol. Sol, onde te escondes?
Será que sou tão pequena assim, diante da realidade perversa? Por que as coisas são assim e não de outro modo? Por que as pessoas ainda insistem em olhar cada vez mais para o seu umbigo e colocá-lo em um pedestal ao invés de agirem, colocarem a mão na massa? Por que não pensar no geral, ao invés de só pensar no particular? As coisas estão mesmo muito erradas.
Eu me sinto exatamente como essa formiga na foto. Pequena e fora da linha. Fora da linha da bagunça, da desorganização, do "eu-primeiro". Desalinhada. Talvez eu perca a linha de vez ou então... eu REALMENTE perca a linha de vez...

domingo, 15 de agosto de 2010

Ando por aí com essa vontade de sair da rotina. Não quero mais ver as mesmas pessoas sempre. Quero conhecer lugares diferentes, alcançar o mundo. Margens mais largas de alegria e muita doçura no jeito de olhar, de andar, de falar. Quero mais vida pra minha vida. Não quero ficar me queixando dos dias tediosos. Quero fazer deles os mais proveitosos. Não quero mais lembrar das coisas ruins. Vou focar no hoje, no que os dias podem me proporcionar. Um dia após o outro, eis o melhor remédio. Acordar e ter a consciência tranquila. Sorrir ao ver o primeiro raiar de sol. Despertar e nascer a cada dia.
Não quero ser apenas alguém. Quero mudar o mundo, nem que seja apenas o meu mundo. Pra quê chatear-se? Existem as pessoas tolas e egoístas, mas não quero ser como elas. Quero ser eu. Não quero ser outro alguém. Ninguém pode desempenhar melhor esse papel de ser eu além de mim mesma.
Quero voar profundamente nos meus inúmeros livros que ainda lerei. Mergulhar bem fundo no mar de calmaria. Mas esse mar precisa ter ondas, se não, não será um mar de verdade. Preciso vencer essas ondas para me fortalecer.
Preciso crescer, porque só idade e tamanho, convenhamos, não é crescer. Quero crescer intelectualmente, sem perder a humildade, o brilho nos olhos. Crescer emocionalmente, não dar mais bola para mágoas bobas, picuinhas fúteis.
Vou olhar pra mim e me fazer feliz; sorrindo, haja o que houver.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Fadiga exarcebada elevada à décima quinta potência.

Cansei de mentiras, de hipocrisias, de falsa preocupação...
Cansei de pessoas sem-noção que se fazem de desentendidas...
Cansei de inveja ensandecida...
Cansei de amizade oportunista...
Cansei de falsos sorrisos, falsos sentimentos...
Cansei de pessoas que insistem em lutar por algo sem ter um motivo viável e plausível...
Cansei de pessoas sem assuntos interessantes...
Cansei de gente que usa as cabeças alheias como degrau para "subir na vida"...
Cansei de mediocridade...
Cansei da mesmice...
Cansei de melindres...
Cansei de gente que não me deixa em paz quando eu mais preciso ficar em paz...
Cansei de exageros...
Cansei de gente que só abre a boca para falar mal dos outros...
Cansei de gente que só se preocupa consigo mesma...
Cansei de falso moralismo...
Cansei de gente que tenta converter os outros...
Cansei de alienação de qualquer espécie...
Cansei de gente preconceituosa que julga sem nem saber o por quê de estar julgando...
Cansei de gente que não entende o que digo...
Cansei de falta de respeito...
Cansei de falta de amor-próprio...
Cansei de gente mal-amada...
C-A-N-S-E-I... Com licença, agora vou des-cansar!

domingo, 8 de agosto de 2010

Como assim, eu sou de alguém e alguém é meu?

Ultimamente estou com vários assuntos na cabeça para comentar aqui, porém resolvi escolher um que tem me incomodado bastante esses últimos tempos. Possessão, eis a palavra. Já não basta as pessoas cada vez mais mostrando quais coisas são suas, como "esse é o MEU carro", "essa é a MINHA casa", elas, não satisfeitas, precisam possuírem mais e mais, e aí surgiu a idéia de mostrar quais pessoas são suas. Isso mesmo, meus caros, pessoas viraram objetos também. Isso é lamentável! E por que isso me incomoda? Bem, me incomoda principalmente pois certas vezes perco amizades que poderiam ser duradouras por causa dessa insistência que alguns têm de acorrentar os outros. Relacionamentos desse tipo me fazem rir, sem dúvida. Por que os indivíduos, hoje em dia, em sua maioria, precisam dessas denominações tão egoístas? Esses pronomes possessivos não deveriam ser possessivos negativamente, na prática. Porque eu entendo que usar o "meu" e o "seu" deveria ser usado somente para fazer referência as pessoas que nos são próximas, e não porque sejam minhas ou suas de fato. Essa necessidade exarcebada por delimitar quem realmente pertence a quem é bastante fútil, ao meu ver. Por isso, na minha opinião, relacionamentos de qualquer natureza não duram. Namoradas impedindo namorados de terem amigas mulheres, ainda mais se representarem algum "perigo". Namorados tentando "algemar" suas namoradas para que nem sequer tentem aproximar-se de um outro cara "melhor". Amigos enciumados que não aceitam que seus amigos queiram fazer seus próprios amigos. Isso é nocivo! Será que só eu reparei isso? Essas situações me enojam. Se nem meus próprios pais são meus donos, será mesmo que devo ser possessão de qualquer outra pessoa? Isso não entra na minha cabeça. Esse ciúme doentio insiste em destruir relacionamentos. E quer saber mais? Isso, para mim, só pode ser insegurança. Pessoas inseguras, que não confiam no seu próprio "taco", que precisam encoleirar o outro para poderem se sentirem mais "tranquilas" e, para elas, é preciso fazer isso antes que algum "ladrão" possa roubar seus bens mais "preciosos". "É meu e é meu, e ninguém tasca". Situação deplorável! Não me sinto bem ao observar que ao meu redor esta situação é cada vez mais comum, o que não deveria ser. Vai ver esse é um dos motivos por eu ainda estar solteira, porque se algum cara tentasse me "acorrentar", eu simplesmente recusaria essa "algema". Ninguém é de ninguém, ou pelo menos, deveria ser assim. Eu ainda me pergunto como esses relacionamentos sobrevivem? Como alguém pode querer acorrentar quem não é seu? Como alguém aceita essa situação? Sinceramente, tem gente que confunde amor com simbiose. Haja oxigênio para poder salvar uma relação! Que sufoco! Eu, só de pensar nisso, só quero saber de fugir de relacionamentos-problema. Porque, convenhamos, que horror deve ser alguém que vive te monitorando, olhando o seu celular atrás de mensagens duvidosas, verificando o seu orkut para ver se algum(a) fulaninho(a) deixou recado para você. Ai, corta essa! As pessoas precisam viver, precisam confiar mais em si mesmas e acreditarem que, por mais que façam de tudo para alguém ficar consigo, há muitas pessoas no mundo interessantes, não só você, e que se aquele alguém se interessar por outra pessoa, não vá morrer, não é o fim do mundo, porque, por mais que doa, você irá superar. Afinal, o ser humano é um ser apaixonável, pode apaixonar-se várias vezes. Já chega dessa obsessão por ter alguém desesperadamente. Dêem um tempo. Vão espairecer e viver a vida e não viverem sufocados nesse relacionamento tacanho do tipo "você é meu", "você é minha". E nessas horas eu lembro de uma descrição de uma comunidade no orkut que diz assim: "Hoje eu tô convencido de que ninguém perde ninguém, por que ninguém possui ninguém. Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.". E eu concordo plenamente. Assim, aqui deixo o meu recado. Fica a dica ;) Mil beijos e até a próxima.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Prazer, eu me chamo Ciências Sociais.


Só pelo título, vocês já devem ter percebido do que eu vou tratar neste post: Ciências Sociais, o meu curso querido, mas conturbado. Ah sim, desculpem-me a momentânea falta de educação, olá, leitores! Pois bem, o que eu gostaria mesmo era colocar a boca no trombone sobre o meu curso, falar dos seus prós e contras, talvez até sirva para futuros cientistas que ainda não decidiram bem se vão querer ir por esse caminho. E os que já estão neste caminho talvez até concordem comigo em  nenhum, alguns ou todos os pontos, depende de quem ler. Primeiramente, eu adoro esse curso e o que se pode estudar nele. O leque de oportunidades de pesquisa é realmente enorme. Tudo pode ser objeto de estudo - isso na verdade é o que mais me encanta. O triste é ter que escolher ênfase (ainda) ao chegar no 6º semestre. Seria realmente bom estudar este curso em sua abrangência, mas, como se já não bastasse ter que escolher o curso no vestibular, ainda é preciso escolher uma ênfase dentro do curso. E quem sai perdendo dentro do curso são os próprios alunos, que poderiam ter uma formação mais abrangente para depois especializar-se nos segmentos posteriores (pós-graduação, mestrado, doutorado e afins), maaaas, enfim, essa é APENAS uma das inúmeras peculiaridades do curso. Outra coisa que eu gosto bastante nesse curso é a forma de ver o mundo diferenciada. Nele, o debate sobre diversos assuntos são mais abertos, que foge do simples bate-papo de mesa de bar. É possível até educar-se dentro do curso. Entrar de um jeito e sair de outro (mas nem sempre é assim...). Abrir a cabeça para certas situações. Além de tentar mudar o mundo (alguns consideram utopia; eu não), tentar mudar a si mesmo. Lembro de uma frase de um vídeo uma vez que cabe bem nessa situação que era assim: Ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas. Pena que ainda existam pessoas tão mesquinhas e convencidas dentro do próprio curso, até mais do que as pessoas de fora. Parece absurdo, mas elas existem. Lamentável! Outra situação que me incomoda é o fato de não ter o tempo disponível (isto é, bastaaaante tempo) para ler os inúmeros livros que me interessam e os ditos "obrigatórios" do semestre. Isso é realmente revoltante! Certas vezes tenho que deixar de ler o que quero, para ler livros chatinhos. É, nem sempre é possível fazer o que se quer de verdade. Estou chegando a conclusão de que só vou poder realmente os livros que quero (minha lista de livros a ler é infinita!) depois que eu terminar minha graduação. E vai demoraaaaaar... Mas o que me entristece mesmo, e isso meus companheiros de sala entendem muito bem, é a desorganização dentro do nosso curso na universidade. Falta de interligação entre os diversos setores responsáveis pela (des)organização do curso é o que mais se evidencia. Ninguém sabe de nada, ninguém viu nada. E o pior é quando essa interligação é entre cursos de diferentes institutos (Português Instrumental é uma "novela" chata, né? Convenhamos...). E você pode se perguntar "Ela deve estar lá pela metade do curso para estar dizendo tudo isso". Não, meus queridos, estou apenas no primeiro passo, ou melhor dizendo, primeiro semestre, ou segundo período, como queiram. Enquanto essa PLE, essa droga de "artigo" e a BV não lançar os conceitos da turma, eu ainda me sinto no primeiro semestre, apesar de já estar às portas do segundo semestre. É, meus caros, eis o retrato da universidade pública, TRISTE! E para completar a lista de insatisfação ainda existe essa PLE, que é só mais um método paliativo de um ensino praticamente (ou completamente, se preferir) sucateado, em que uma matéria que deveria ser ministrada em um semestre (6 meses, por inferência lógica - adoro a Ieda!) será ministrada em duas semenas e meia, é mole? Não, gente, é dureza mesmo! Porém, não desistirei do curso, tenho fé e farei o que estiver ao meu alcance para essa situação melhorar no 4º período. Em outras palavras, sou brasileira e não desisto nunca! Pois bem, agora vou ficando por aqui. Beijinhos, corações, até a próxima!