Aqueles momentos em que você simplesmente sente um vazio dentro de si. Começa a pensar em mil e uma possibilidades. Não consegue se sentir tão especial. Aquela sensação de que está dividindo o espaço com alguém na vida de outra pessoa. Acha até que aquele lugar não é seu... Insegurança, seguida de medo. Medo do que está longe. Medo do que pode voltar. Pensar nas possibilidades chega a ser torturante. O peito fica apertado. A garganta fecha. Os olhos podem até dar sinal de lágrimas. A cabeça gira em torno desse medo. E se eu perder? E se eu não for suficiente? Sentir-se pequeno é apenas um dos sintomas. Tremenda dificuldade de olhar as coisas boas nesse momento. O que resta é esperar passar. E esperar que seja algo momentâneo. Sentir vontade de apagar o passado, que se mostra impossível de ser apagado. Vontade de ser único. Egoísmo? Talvez. O melhor é não pensar no que é certo ou errado a se fazer. Pensar, melhor, no que é preciso fazer. A partir daí, quem sabe, esse espectro chamado insegurança possa esfacelar-se. Ou sumir por um tempo. Mas nem sempre a insegurança é algo ruim. Te faz valorizar o que realmente é importante para si. Te faz pensar em sempre melhorar para que o que conquistaste não se vá com o tempo.
Aquela sensação de estar andando sempre em corda bamba é aterrorizadora. Mas não te deixa estagnar. Pode até doer, mas te movimenta no caminho do progresso de si.
O que realmente deve ser contido é o sentimento de abatimento. Não se deixar envolver pelo momento, de maneira completa. É preciso refletir, mas não desesperar-se. (Ok, fale isso para alguém inseguro, e veja não surtir efeito algum...)
- Meu coração hoje aperta por saber o quanto significas para mim... Meu grito é silencioso, e meu medo é sincero. Sinto-me suspensa em um ar rarefeito, onde não consigo respirar. Aqui não há gravidade. O que me sustenta, não é o chão, é o sentimento que aqui guardo. Sinto-me tão frágil, onde um simples sopro de vento pode me derrubar. Mas não desistirei do que construí. Deixarei esse momento passar e então, sentirei os pés tocarem o chão novamente. E assim continuarei o caminho mais longo: para dentro de mim...

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